lunes, 2 de marzo de 2009

TOC transtorno Obsessivo Compulsivo

O que é o TOC e quais são os seus sintomas? 

O TOC é um transtorno mental incluído pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais da Associação Psiquiátrica Americana (DSM-IV) entre os chamados transtornos de ansiedade. Manifesta-se sob a forma de alterações do comportamento (rituais ou compulsões, repetições, evitações), dos pensamentos (obsessões como dúvidas, preo¬cupações excessivas) e das emoções (medo, desconforto, aflição, culpa, depressão). Sua característica principal é a presença de obsessões: pensamentos, imagens ou impulsos que invadem a mente e que são acompanhados de ansiedade ou desconforto, e das compulsões ou rituais: comportamentos ou atos mentais voluntários e repetitivos, realizados para reduzir a aflição que acompanha as obsessões.

Dentre as obsessões mais comuns estão a preocupação excessiva com limpeza (obsessão) que é seguida de lavagens repetidas (compulsão). Um outro exemplo são as dúvidas (obsessão), que são seguidas de verificações (compulsão). 

O que são obsessões? 
Obsessões são pensamentos ou impulsos que invadem a mente de forma repetitiva e persistente. Podem ainda ser imagens, palavras, frases, números, músicas, etc. Sentidas como estranhas ou impróprias, as obsessões geralmente são acompanhadas de medo, angústia, culpa ou desprazer. O indivíduo, no caso do TOC, mesmo desejando ou se esforçando, não consegue afastá-las ou suprimi-las de sua mente. Apesar de serem consideradas absurdas ou ilógicas, causam ansiedade, medo, aflição ou desconforto que a pessoa tenta neutralizar realizando rituais ou compulsões, ou através de evitações (não tocar, evitar certos lugares). 

As obsessões mais comuns envolvem: 

• Preocupação excessiva com sujeira, germes ou contaminação 
• Dúvidas 
• Preocupação com simetria, exatidão, ordem, seqüência ou alinhamento 
• Pensamentos, imagens ou impulsos de ferir, insultar ou agredir outras pessoas 
• Pensamentos, cenas ou impulsos indesejáveis e impróprios, relacionados a sexo (comportamento sexual violento, abusar sexualmente de crianças, falar obscenidades, etc.) 
• Preocupação em armazenar, poupar, guardar coisas inúteis ou economizar 
• Preocupações com doenças ou com o corpo 
• Religião (pecado, culpa, escrupulosidade, sacrilégios ou blasfêmias) 
• Pensamentos supersticiosos: preocupação com números especiais, cores de roupa, datas e horários (podem provocar desgraças) 
• Palavras, nomes, cenas ou músicas intrusivas e indesejáveis 

O que são compulsões ou rituais? 
Compulsões ou rituais são comportamentos ou atos mentais voluntários e repetitivos, executados em resposta a obsessões, ou em virtude de regras que devem ser seguidas rigidamente. Os exemplos mais comuns são lavar as mãos, fazer verificações, contar, repetir frases ou números, alinhar, guardar ou armazenar objetos sem utilidade, repetir perguntas, etc.

As compulsões aliviam momentaneamente a ansiedade associada às obsessões, levando o indivíduo a executá-las toda vez que sua mente é invadida por uma obsessão. Por esse motivo se diz que as compulsões têm uma relação funcional (de aliviar a aflição) com as obsessões. E, como são bem sucedidas, o indivíduo é tentado a repeti-las, em vez de enfrentar seus medos, o que acaba por perpetuá-los, tornando-se ao mesmo tempo prisioneiro dos seus rituais. 

Nem sempre as compulsões têm uma conexão realística com o que desejam prevenir (p ex., alinhar os chinelos ao lado da cama antes de deitar para que não aconteça algo de ruim no dia seguinte; dar três batidas em uma pedra da calçada ao sair de casa, para que a mãe não adoeça). Nesse caso, por trás desses rituais existe um pensamento ou obsessão de conteúdo mágico, muito semelhante ao que ocorre nas superstições. 

Os dois termos (compulsões e rituais) são utilizados praticamente como sinônimos, embora o termo “ritual” possa gerar alguma confusão, na medida em que praticamente todas as religiões e diversos grupos culturais adotam comportamentos ritualísticos e contagens nas suas práticas: ajoelhar-se três vezes, rezar seis ave-marias, ladainhas, rezar 3 ou 5 vezes ao dia, benzer-se ao passar diante de uma igreja. 

Existem rituais para batizados, casamentos, funerais, etc. Além disso, certos costumes culturais, como a cerimônia do chá entre os japoneses, o cachimbo da paz entre os índios, ou um funeral com honras militares, envolvem ritos que lembram as compulsões do TOC. Por esse motivo, há certa preferência para o termo “compulsão” quando se fala em TOC. 

Obsessões e Compulsões mais comuns 
Preocupação com sujeira, contaminação, medo de contrair doenças e lavagens excessivas 

Uma das obsessões mais comuns é a preocupação excessiva com sujeira ou contaminação, seguida de compulsões por limpeza, lavações excessivas e da necessidade de evitar tocar em objetos, ou de freqüentar lugares considerados sujos ou contaminados. 

Manifesta-se sob diversas formas, como as relacionadas a seguir: 

• Lavar as mãos inúmeras vezes ao longo do dia; 
• Lavar imediatamente as roupas que tenham sido usadas fora de casa (mesmo limpas); 
• Lavar as mãos imediatamente ao chegar da rua; 
• Trocar excessivamente de roupa; 
• Tomar banhos muito demorados, esfregando demasiadamente o sabonete; 
• Usar sistematicamente o álcool para limpeza das mãos ou do corpo; 
• Lavar as caixas de leite, garrafas de refrigerantes, potes de margarina, antes de guardá-los na geladeira; 
• Passar o guardanapo nas louças ou talheres do restaurante antes de servir-se; 
• Usar xampu, sabão, desinfetante ou detergente de forma excessiva; 

Evitações 
Os pacientes que têm obsessões relacionadas com sujeira ou contaminação, ou mesmo medos supersticiosos exagerados, adotam com muita freqüência comportamentos evitativos (evitações), como forma de não desencadearem suas obsessões. Esses comportamentos, se por um lado evitam ansiedades e aflições, acabam causando problemas que podem chegar a ser incapacitantes, em razão do comprometimento que acarretam à vida diária. Tais restrições são em geral impostas aos demais membros da família o que acaba inevitavelmente provocando conflitos. 
Alguns exemplos de evitações comuns em portadores do TOC que têm obsessões por limpeza e medo de contaminação: 
• Não tocar em trincos de portas, corrimãos de escadas ou de ônibus; não tocar nas portas, nas tampas de vasos, descargas ou torneiras de banheiros (ou usar um lenço ou papel para tocá-los); 
• Isolar compartimentos e impedir o acesso dos familiares quando estes chegam da rua; obrigá-los a tirar os sapatos, trocar de roupas, lavar as mãos ou tomar um banho quando chegam da rua; 
• Restringir o contato com sofás (cobri-los com lençóis, não sentar com a roupa da rua ou com o pijama); 
• Não sentar em bancos de praça ou de coletivos; 
• Não encostar roupas usadas “contaminadas”, nas roupas “limpas” dentro do guarda-roupa; 
• Evitar sentar em salas de espera de clínicas ou hospitais (principalmente em lugares especializados em câncer ou AIDS); 
• Não usar talheres de restaurantes ou de outras pessoas da família; 
• Não usar telefones públicos; 
• Não cumprimentar determinadas pessoas (mendigos, aidéticos, pessoas com câncer, etc.); 
• Não utilizar banheiros que não sejam os da própria casa; 
• Evitar pisar no tapete ou piso do banheiro em casa ou no escritório; 
• Não freqüentar piscinas coletivas ou tomar banhos no mar. 

Na verdade, a preocupação com sujeira, germes, doenças e contaminação é o tema dominante nos pensamentos e preocupações dessas pessoas. Elas os transformam em cuidados e precauções excessivas e impõem esses cuidados aos demais membros da família. Uma paciente, por exemplo, obrigava seus familiares a trocarem a roupa ou os sapatos para entrar em casa; outra obrigava o marido a tomar um banho imediatamente antes das relações sexuais; uma terceira obrigava o marido a lavar a boca antes de lhe dar um beijo ao chegar da rua e ainda uma outra exigia que seu filho de dois anos usasse luvas para abrir a porta. Essas exigências causavam conflitos constantes, o que comprometia a harmonia conjugal e familiar. 

Nojo ou repugnância 
Nem sempre as evitações estão necessariamente associadas ao receio de contrair doenças ou ao medo de contaminação por germes ou pesticidas. Alguns pacientes referem que evitam tocar em certos objetos, apenas por nojo ou repugnância: por exemplo, tocar em carne, gelatina, colas, urina, sêmen, sem que necessariamente tenham medo de contrair alguma doença específica, ou que passe pela sua cabeça algum pensamento catastrófico específico. O interessante é que esses sintomas também podem desaparecer com o mesmo tratamento – a terapia de exposição e prevenção de rituais utilizada para o tratamento dos demais sintomas do TOC. 

Dúvidas, medo de falhar e necessidade de fazer verificações 
Uma das preocupações mais comuns no TOC relaciona-se com a possibilidade de falhar e, em conseqüência, ocorrer algum desastre ou dano (a casa incendiar, inundar ou ser arrombada). Tal preocupação se manifesta sob a forma de dúvidas, necessidade de ter certeza ou intolerância à incerteza, as quais, por sua vez, levam a pessoa a realizar verificações ou repetições como forma de ter certeza e aliviar-se da aflição. 

Quando o sofrimento associado à dúvida é grande, alguns portadores do TOC simplesmente se esquivam de situações de responsabilidade. Preferem não sentir a necessidade de realizar verificações, evitando, por exemplo, sair por último do local do trabalho, não sendo, assim, responsáveis por desligar os equipamentos ou por fechar as portas.

Acredita-se que certas características pessoais, como um senso exagerado de responsabilidade e conseqüentemente medo de cometer falhas, dificuldade de conviver com incertezas, como comentamos, e um elevado nível de exigência (perfeccionismo) desempenham um papel importante no surgimento e na manutenção das obsessões de dúvida e da necessidade de executar verificações. 

As verificações são geralmente precedidas por dúvidas e preocupações com falhas e se destinam a eliminá-las. 

As verificações devem ser consideradas sintomas de TOC quando repetidas ou quando o indivíduo sente grande aflição caso seja impedido de executá-las. As situações mais críticas, nas quais o impulso de realizá-las é mais intenso são: a hora de sair de casa, antes de deitar, ao estacionar o carro e ao sair do trabalho. 

As verificações mais comuns estão listadas a seguir: 

• Portas e janelas antes de deitar ou ao sair de casa; 
• Eletrodomésticos (ferro de passar, fogão, chapinha de alisar os cabelos, TV), gás, geladeira etc; 
• Se as torneiras estão bem fechadas, seguido da necessidade de apertá-la (às vezes de forma demasiada, a ponto de quebrá-la) ou de passar a mão por baixo para se certificar de que não está saindo nenhuma gota de água; 
• Acender e apagar novamente lâmpadas apagadas; ligar e desligar o celular ou a TV de novo, com receio de que não tenham ficado “bem” desligados; 
• A bolsa ou a carteira, para certificar-se que não faltam documentos, chaves, etc.; 
• Se atropelou ou não com o carro alguém que passava na calçada ou ao lado, seguida da necessidade de verificar no espelho retrovisor ou até mesmo de refazer o trajeto para certificar-se de que o fato não ocorreu; 
• Se as portas e os vidros do carro ficaram bem fechados, testando cada uma delas mesmo vendo que os pinos de segurança estão abaixados. 

É comum que, além de fazer verificações repetidas, os pacientes toquem com as mãos ou olhem demoradamente os objetos (botões do fogão, torneira do gás, portas da geladeira, lâmpadas). Esses comportamentos não deixam de ser formas sutis de verificação e de eliminação de dúvidas. 

As compulsões associadas a dúvidas também podem ser mentais, como reler várias vezes um texto ou parágrafo e recitá-lo mentalmente para ver se foi memorizado corretamente, visualizar repetidamente uma mesma cena ou, ainda, repetir mentalmente uma conversa para garantir que nenhum detalhe tenha sido esquecido, revisar várias vezes um cheque assinado para que não contenha nenhum erro, revisar repetidamente listas para que nada seja esquecido, etc. 

No seriado de televisão Monk, o protagonista é um ex-policial que tenta retomar a carreira solucionando os crimes mais misteriosos, enquanto tenta conviver com suas manias e obsessões. De forma divertida, Monk passa pelas mais absurdas aventuras para enfrentar seu medo excessivo de altura ou de se contaminar por germes. Ele sofre de Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC).

Mas, para pelo 2% da população mundial, o tema não é nada engraçado. Tanto que a Universidade de Brasília (UnB) abriu inscrições para o tratamento da doença, na última quarta-feira,e cerca de 50 pessoas se interessaram.

O TOC é o quarto transtorno psiquiátrico mais comum no mundo. Perde apenas para a depressão, a dependência química e as fobias. Famosos, como o cantor Roberto Carlos, já foram verdadeiros prisioneiros dos rituais que se obrigavam a realizar. O “Rei” chegou a ficar anos sem cantar a canção Quero que vá tudo para o inferno e até hoje não veste marrom.

 

22 comentarios:

Anónimo dijo...

eu sofro deste transtorno e minha vida é um pesadelo...estou a fazer tratamento mas o resultado esta a demorar acho que nunca serei a mesma pessoa..

Anónimo dijo...

como se livrar desse ritual de limpeza?

lpacardoso@hotmail.com dijo...

Não sei se poderei ajudar, mas me disponho a conversar sobre este assunto.
Aprendi que na vida nada acontece por acaso e isso torna a vida um desafio constante.

Anónimo dijo...

Ëstou sofrendo muito com meu marido,pois ele tem toc.Lava tudo q vem da rua ,ao chegar do trabalho lava todos os seus pertences carteira ,celular documentos ,etc..toma banho no quintal antes de entrar em casa ,ele tem uma maquina so para lavar as roupes do trabalho.Se alguem vem nos visitar um hospede , toda vez q ele vai usar o banheiro ele limpa com cloro lava o banheiro até o interruptor ,e quando a visita vai embora ele limpa toda a casa trocando as capas dos sofas ,tapetes.SE o carro vai para oficina ele passa alcool no carro todo por dentro nos bancos costuma gastar muito cloro e alcool.Quando saímos ele fica o tempo todo monitorando onde encostamos onde pisamos as crianças ficam estressadas.Só q ele ñ aceita tratamento acha q os outros e são ¨sujos¨¨cada vez esta pior ,hospital nem pensar,quarteis Deus m livre é tudo muito sujo,ñ cumprimenta as pessoas ,ñ gosta q apertem sua mão,tem asco a certas denominações religiosas,a mendigos,funcionarios da saude e segurança são todos muito sujos.Estou desesperada,ñ sei como convencê-lo a fazer o tratamento.Ñ me sinto a vontade dentro da minha propria casa evito ate receber visitas pois se ñ tem q desinfetar tudo.È mais um desabafo,m perdoem.Mais se alguem souber um jeito e´so postar

Anónimo dijo...

EU da postagem anterior
Ah!ainda tem mais se uma moeda ou dinheiro cair no chão dentro é briga na certa,se ele precisar ir ao banco durante o trabalho fazer algum saque quando chega em casa ele lava as notas antes de usa-las ou guarda-las ...era principalmente algo relacionado com o trabalho,mas agora é mais generalizado.Ele trabalha numa area q mexe muito com o emocional e psicologico.
Leio bastante ate ja imprimi textos p ele ler,mas
ñ surtil efeitos.Parece ate pesadelo,minhas cadeiras estão todas enferrujadas pois toda vez q
alguem de fora senta ,as cadeiras são lavadas,parece algo destes filmes de psicóse.As vezes é meio assustador.M ajudem se tiver como é só postar vou estar sempre aqui

Anónimo dijo...

Amiga anonima..sou psicologa...peça ajuda a um profissional na área que irão te ajudar....e boa sorte!!!

Anónimo dijo...

eu tenho TOC minha mania é de limpeza estou desesperada, imagino como vc se sente com seu marido desse jeito pois eu já estou perdendo amizades, meu marido não aguenta mais não quero nem saber de alguém que chega de um hospitAL na minha casa. minha sogra nâo entende minha doença e se zanga comigo acha que è frescura o pior è que sempre trabalhei na àrea da saùde e nunca tive isso. começou depois que tive minha filha e estou prejudicando muito ela pois està ficando como eu e eu nâo quero isso.aLGUÉM ME AJUDE.

Anónimo dijo...

Eu acabei de descobrir o nome de meu problema, TOC e quero continuar a me tratar.
Mas para aqueles que sofrem disso ou tem alguem que conheca que tem a doença e nao querem tratamento, rezem!
Escute gente o programa do Padre Reginaldo Manzotti, as 10 horas da manha horario do Brasil, pela internet mesmo, eu moro fora do Brasil e acompanho, Deus cura!!!!

Anónimo dijo...

Minha Filha tem 10 anos e há um ano atrás não gosta de sair de casa. Quando tem que sair para ir até a Escola ou ao curso de Inglês fica nervosa, com falta de ar e o que é pior: belisca seu rosto repetidas vezes ao ponto de ferí-lo. Será que ela possui TOC. Já encaminhei a duas psicólogas e não conseguiram descobrir o que ela tem. O que deve fazer?

Anónimo dijo...

Existe remédio para isso e se chama Anafranil. Tem efeitos colaterais supotáveis. Existem outros remédios mas esse é o melhor para mim. Cada caso é um caso. Vá num psiquiatra.

Anónimo dijo...

Procurem por médicos psiquiatras e não psicólogos. Só médicos psiquiatras podem receitar os remédios. As vezes um remédio não faz efeito logo, ou tem que trocar de remédio . Demora um pouco. Não desista pois vc vai melhorar.Tenha paciência com vc mesma e com o tratamento do médico. Confie ! Deus vai te ajudar ! Se ajude tb.

Anónimo dijo...

tenho toc por pensamentos repetitivos e pensamentos negativos todo vez que começo a contar tenho que contar até 100 senão acho que vou morrer no número que parei... é horrível essa doença...
tenho pensamentos negativos o dia inteiro com minha família parece que cada instante algo ruim vai acontecer com cada um de meus familiares...
aí qdo me dá isso começo a rezar sem parar até que consigo mudar o pensamento mas tenho que ser persistente nas minhas orações e me concentrar muito senão logo começo a pensar sem querer nos pensamentos ruins...
se tem alguém que pode me ajudar eu agradeço...

Anónimo dijo...

Eu não tenho este problema, mas li o artigo. Imagine só, uma pessoa que não toma banho antes das relações sexuais, não tem a menor preocupação com higiene. Preocupar-se com isso, dentro do limite natural, não é TOC, como diz o artigo. É melhor pensar antes de escrever certas coisas, pois nem tudo é TOC, nem tudo é assédio moral, nem tudo é bullying, nem tudo é depressão... Nossa!

Anónimo dijo...

Psiquiátria.
Tratamento para TOC Psicoterapia Cognitivo Comportamental ou Psicoterapia Analítica.

Anónimo dijo...

Infelizmente também tenho este problema. Já tentei resistir aos meus impulsos por limpeza, mas nunca consegui, sempre tive de obedecer as minhas obsessões pra me sentir pelo menos um pouco aliviado. Creio que devo procurar ajuda profissional e fazer mais esforço pra acabar com essa aflição, afinal, por que se preocupar tanto com germes, bactérias e fungos se eles estão por toda parte e somente a minoria causa danos ao ser humano.

Anónimo dijo...

Eu não sei qual é a minha obsessão, acho que vou saltando de uma para outra: medo da morte, do aquecimento global, etc. Mas tenho uma compulsão: escavacar a minha cara. o meu filho já me disse que parece a superfície lunar. E não consigo parar, acho que o faço já há mais de 25 anos. Na adolescência tive outra, mas consegui ultrapassar, embora não me causasse tantos danos. Cortava o cabelo a 1 cm da cabeça e não conseguia parar. E sou mulher.

Anónimo dijo...

meu pscoterapeuta disse que tenho isso,tenho fobia de doença,qualquer coisa que acontece comigo acho que vou morrer,acho que é grave,a 3 semanas to com uma dor de cabeça que nao passa,o pscoterapeuta que tbm é medico de florais disse que é sinusite,vou dizer uma coisa,jah tive isso 3 vezes mais nunca com essa dor de cabeça,ele me disse que é nervoso,vai ver é mesmo,fico muito nervosa e tenho crises de choro a ponto de ter que tomar calmante pra parar de chorar,eu que raramente chorava,td começou com uma pneumonia que nenhum medico descobria,achei que ia morrer e td começou assim,essa doença é horrivel,pega qqr um,saudavel ou nao,medo é medo,mania é mania e todo mundo tem um pouco.lendo tudo isso e com os comentarios me sinto melhor,vi que nao sou a unica,pois graças a Deus eu nao tenho medo de sair de casa ,nao ainda e espero que nunca,fiquem com Deus que ELE nos ajude muito,pois a mente é mto mto mto mais forte que nós.

Anónimo dijo...

Fui ao psiquiatra pois teenho pensamentos negativos e medo de doenças principalmente as infecto contagiosas, ela me disse que eu sou bipolar, mas na verdade lendo o artigp acho q é um TOC.

Anónimo dijo...

Meu pai tem mania de economia, todo dia ele levanta de madrugada pra desligar os ventiladores, ele não deixa a gente ver televisão e nem mexer no computador, as vezes ele revira o latão de lixo pra ver se acha algum litro de detergente com um restinho dentro.

Anónimo dijo...

É horrível ter esta patologia(nota: Doença é causada agentes biológicos, distúrbio e patologia se aplica a forma física e mental aonde à um funcionamento anormal de 1 ou mais sistemas). TOC é muito surreal você parece que não tem uma válvula de controle, nos pensamentos e ações. E o ruim que os remédios cria resistência e por sua vez só elimina parcialmente os sintomas. Enfim você pode ter o ser a pessoa mais rica do planeta, mais bem sucedida do planeta, pode ter uma família maravilhosa, ter saúde física (porque o toc é mental) e ainda esta droga de TOC te causa sofrimento e angustia. Como uma simples massa cinzenta pode ser tão complicada.

Anónimo dijo...

Meu marido tem esse problema de toc por contaminação, ao entrar em casa todos precisam lavar os pés e antes de tocar em qualquer objeto da casa precisamos tomar banho e as roupas vão direto para o alcool para ficar de molho mesmo que não estejam sujas; todos os objetos para ficar em casa precisam ser lavados ou passado alcool, preciso lavar meu cabelo a cada vez que piso fora de casa, por isso evito de sair e meus filhos também, já conversei diversas vezes mas a desculpa é por que as crianças estão pequenas, mas não acredito que isso vá mudar se ele não fizer um tratamento adequado!
queria poder fazer algo para acabar com essa situação, e isso acontece só em casa, quando viajamos pra casa de parentes fica tudo normal, ao voltar pra casa penso que vai mudar e assim que chegamos começa o ritual de novo, já pensei até em me mudar pra ver se é maldição dessa casa que estamos!! precisava desabafar pois não falo pra ninguém da família o que eu passo!! sei bem o que a moça de cima relatou, nossa vida social é afetada tbm, não recebemos ninguem em casa, se recebemos depois preciso limpar toda casa e dar banho nas crianças e é um estresse total se alguem somente tocar em algo "contaminado"! obrigada por me escutarem....espero que um dia isso acabe e eu viva uma vida normal, sem rituais!!

Anónimo dijo...

Olá a todos, identifico-me com as senhoras que falaram de seus maridos pois o meu é exatamente igual. Ele aceitou e foi o primeiro a ir ao medico, receitaram medicamentos e aconselharam psicoterapia. Fez tudo certinho, mas quando começou a melhorar os medicamentos foram reduzidos pelo medico até deixar. Ele nunca esteve bom mas agora sem medicamentos piorou. Voltaram as lavagens e as obsessões. É triste ver ele assim com 40 anos, desempregado, nao sai de casa nunca, tudo por tem medo de dejecto de cao. Ninguem me ensinou como lidar com essa doença e como viver com ele assim. Tem que ser na base do bom senso. Das poucas vezes que sai de casa Ja passei por muita vergonha com ele, em casa se tento nao o ajudar ele fica violento com ele proprio, sente raiva de mim porque eu nao faço as coisas, mas quanto mais faço mais o prejudico pois incentivo à obsessão de tomar banho ou lavar as maos horas e horas. Quando digo horas é mesmo isso, ele por vezes tem dias que toma banho durante 3 horas de seguida e eu ali a ver se ele nao sai do banho pois ele pensa que pode ir para a rua e contaminar-se. Entre este vários e varios outras exemplos, todos iguais aos que ja falaram aqui. Temos muitas brigas, ele tem dias que já não me pode ser à frente apesar do ajudar. Ele diz que sente raiva dele nao de mim, que eu apenas o ajudo mas como estou mais proximo sou eu o alvo de brigas. Minha familia não vem a minha casa faz 3 anos, ninguem imagina o que se passa tenho vergonha de contar por ele. A nossa vida está um inferno e ao mesmo tempo dá uma tristeza enorme ver-lo assim. A sorte é que ele quer-se curar e vai de novo tentar mais sessoes de psicoterapia mas será que vai resultar??.. O problema é que nada de bom acontece para que ele se sinta feliz. Neste momento sinto-me culpada porque o ajudo, mas senao ajudar temos brigas e ele fica nervoso e piora. Como fazer?? Como é que se vive assim?? Já falamos em separaçao mas nao conseguimos gostamos muito e eu não sei como seria se ele fosse para casa dos pais, pois sua mae é maniaca de limpeza e doenças, e ainda agravaria mais o problema dele. Sózinho não pode viver pois não tem emprego. Comigo diz que eu lhe faço mas mas também diz que lhe faço bem e que não consegue viver sem mim. Aqui em casa já não consegue viver, a casa para ele está cheia de traumas. Já coloquei à sua disposição vender a casa mudar de cidade, mas para ele diz que é uma grande responsabilidade e peso na consciência se muda e não dá certo e ficamos sem nada. Como fazer para viver assim??? como posso eu ajudá-lo??

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