lunes, 2 de marzo de 2009
Confissoes de Ansiosos
TOC transtorno Obsessivo Compulsivo
O que é o TOC e quais são os seus sintomas?
O TOC é um transtorno mental incluído pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais da Associação Psiquiátrica Americana (DSM-IV) entre os chamados transtornos de ansiedade. Manifesta-se sob a forma de alterações do comportamento (rituais ou compulsões, repetições, evitações), dos pensamentos (obsessões como dúvidas, preo¬cupações excessivas) e das emoções (medo, desconforto, aflição, culpa, depressão). Sua característica principal é a presença de obsessões: pensamentos, imagens ou impulsos que invadem a mente e que são acompanhados de ansiedade ou desconforto, e das compulsões ou rituais: comportamentos ou atos mentais voluntários e repetitivos, realizados para reduzir a aflição que acompanha as obsessões.
Dentre as obsessões mais comuns estão a preocupação excessiva com limpeza (obsessão) que é seguida de lavagens repetidas (compulsão). Um outro exemplo são as dúvidas (obsessão), que são seguidas de verificações (compulsão).
O que são obsessões?
Obsessões são pensamentos ou impulsos que invadem a mente de forma repetitiva e persistente. Podem ainda ser imagens, palavras, frases, números, músicas, etc. Sentidas como estranhas ou impróprias, as obsessões geralmente são acompanhadas de medo, angústia, culpa ou desprazer. O indivíduo, no caso do TOC, mesmo desejando ou se esforçando, não consegue afastá-las ou suprimi-las de sua mente. Apesar de serem consideradas absurdas ou ilógicas, causam ansiedade, medo, aflição ou desconforto que a pessoa tenta neutralizar realizando rituais ou compulsões, ou através de evitações (não tocar, evitar certos lugares).
As obsessões mais comuns envolvem:
• Preocupação excessiva com sujeira, germes ou contaminação
• Dúvidas
• Preocupação com simetria, exatidão, ordem, seqüência ou alinhamento
• Pensamentos, imagens ou impulsos de ferir, insultar ou agredir outras pessoas
• Pensamentos, cenas ou impulsos indesejáveis e impróprios, relacionados a sexo (comportamento sexual violento, abusar sexualmente de crianças, falar obscenidades, etc.)
• Preocupação em armazenar, poupar, guardar coisas inúteis ou economizar
• Preocupações com doenças ou com o corpo
• Religião (pecado, culpa, escrupulosidade, sacrilégios ou blasfêmias)
• Pensamentos supersticiosos: preocupação com números especiais, cores de roupa, datas e horários (podem provocar desgraças)
• Palavras, nomes, cenas ou músicas intrusivas e indesejáveis
O que são compulsões ou rituais?
Compulsões ou rituais são comportamentos ou atos mentais voluntários e repetitivos, executados em resposta a obsessões, ou em virtude de regras que devem ser seguidas rigidamente. Os exemplos mais comuns são lavar as mãos, fazer verificações, contar, repetir frases ou números, alinhar, guardar ou armazenar objetos sem utilidade, repetir perguntas, etc.
As compulsões aliviam momentaneamente a ansiedade associada às obsessões, levando o indivíduo a executá-las toda vez que sua mente é invadida por uma obsessão. Por esse motivo se diz que as compulsões têm uma relação funcional (de aliviar a aflição) com as obsessões. E, como são bem sucedidas, o indivíduo é tentado a repeti-las, em vez de enfrentar seus medos, o que acaba por perpetuá-los, tornando-se ao mesmo tempo prisioneiro dos seus rituais.
Nem sempre as compulsões têm uma conexão realística com o que desejam prevenir (p ex., alinhar os chinelos ao lado da cama antes de deitar para que não aconteça algo de ruim no dia seguinte; dar três batidas em uma pedra da calçada ao sair de casa, para que a mãe não adoeça). Nesse caso, por trás desses rituais existe um pensamento ou obsessão de conteúdo mágico, muito semelhante ao que ocorre nas superstições.
Os dois termos (compulsões e rituais) são utilizados praticamente como sinônimos, embora o termo “ritual” possa gerar alguma confusão, na medida em que praticamente todas as religiões e diversos grupos culturais adotam comportamentos ritualísticos e contagens nas suas práticas: ajoelhar-se três vezes, rezar seis ave-marias, ladainhas, rezar 3 ou 5 vezes ao dia, benzer-se ao passar diante de uma igreja.
Existem rituais para batizados, casamentos, funerais, etc. Além disso, certos costumes culturais, como a cerimônia do chá entre os japoneses, o cachimbo da paz entre os índios, ou um funeral com honras militares, envolvem ritos que lembram as compulsões do TOC. Por esse motivo, há certa preferência para o termo “compulsão” quando se fala em TOC.
Obsessões e Compulsões mais comuns
Preocupação com sujeira, contaminação, medo de contrair doenças e lavagens excessivas
Uma das obsessões mais comuns é a preocupação excessiva com sujeira ou contaminação, seguida de compulsões por limpeza, lavações excessivas e da necessidade de evitar tocar em objetos, ou de freqüentar lugares considerados sujos ou contaminados.
Manifesta-se sob diversas formas, como as relacionadas a seguir:
• Lavar as mãos inúmeras vezes ao longo do dia;
• Lavar imediatamente as roupas que tenham sido usadas fora de casa (mesmo limpas);
• Lavar as mãos imediatamente ao chegar da rua;
• Trocar excessivamente de roupa;
• Tomar banhos muito demorados, esfregando demasiadamente o sabonete;
• Usar sistematicamente o álcool para limpeza das mãos ou do corpo;
• Lavar as caixas de leite, garrafas de refrigerantes, potes de margarina, antes de guardá-los na geladeira;
• Passar o guardanapo nas louças ou talheres do restaurante antes de servir-se;
• Usar xampu, sabão, desinfetante ou detergente de forma excessiva;
Evitações
Os pacientes que têm obsessões relacionadas com sujeira ou contaminação, ou mesmo medos supersticiosos exagerados, adotam com muita freqüência comportamentos evitativos (evitações), como forma de não desencadearem suas obsessões. Esses comportamentos, se por um lado evitam ansiedades e aflições, acabam causando problemas que podem chegar a ser incapacitantes, em razão do comprometimento que acarretam à vida diária. Tais restrições são em geral impostas aos demais membros da família o que acaba inevitavelmente provocando conflitos.
Alguns exemplos de evitações comuns em portadores do TOC que têm obsessões por limpeza e medo de contaminação:
• Não tocar em trincos de portas, corrimãos de escadas ou de ônibus; não tocar nas portas, nas tampas de vasos, descargas ou torneiras de banheiros (ou usar um lenço ou papel para tocá-los);
• Isolar compartimentos e impedir o acesso dos familiares quando estes chegam da rua; obrigá-los a tirar os sapatos, trocar de roupas, lavar as mãos ou tomar um banho quando chegam da rua;
• Restringir o contato com sofás (cobri-los com lençóis, não sentar com a roupa da rua ou com o pijama);
• Não sentar em bancos de praça ou de coletivos;
• Não encostar roupas usadas “contaminadas”, nas roupas “limpas” dentro do guarda-roupa;
• Evitar sentar em salas de espera de clínicas ou hospitais (principalmente em lugares especializados em câncer ou AIDS);
• Não usar talheres de restaurantes ou de outras pessoas da família;
• Não usar telefones públicos;
• Não cumprimentar determinadas pessoas (mendigos, aidéticos, pessoas com câncer, etc.);
• Não utilizar banheiros que não sejam os da própria casa;
• Evitar pisar no tapete ou piso do banheiro em casa ou no escritório;
• Não freqüentar piscinas coletivas ou tomar banhos no mar.
Na verdade, a preocupação com sujeira, germes, doenças e contaminação é o tema dominante nos pensamentos e preocupações dessas pessoas. Elas os transformam em cuidados e precauções excessivas e impõem esses cuidados aos demais membros da família. Uma paciente, por exemplo, obrigava seus familiares a trocarem a roupa ou os sapatos para entrar em casa; outra obrigava o marido a tomar um banho imediatamente antes das relações sexuais; uma terceira obrigava o marido a lavar a boca antes de lhe dar um beijo ao chegar da rua e ainda uma outra exigia que seu filho de dois anos usasse luvas para abrir a porta. Essas exigências causavam conflitos constantes, o que comprometia a harmonia conjugal e familiar.
Nojo ou repugnância
Nem sempre as evitações estão necessariamente associadas ao receio de contrair doenças ou ao medo de contaminação por germes ou pesticidas. Alguns pacientes referem que evitam tocar em certos objetos, apenas por nojo ou repugnância: por exemplo, tocar em carne, gelatina, colas, urina, sêmen, sem que necessariamente tenham medo de contrair alguma doença específica, ou que passe pela sua cabeça algum pensamento catastrófico específico. O interessante é que esses sintomas também podem desaparecer com o mesmo tratamento – a terapia de exposição e prevenção de rituais utilizada para o tratamento dos demais sintomas do TOC.
Dúvidas, medo de falhar e necessidade de fazer verificações
Uma das preocupações mais comuns no TOC relaciona-se com a possibilidade de falhar e, em conseqüência, ocorrer algum desastre ou dano (a casa incendiar, inundar ou ser arrombada). Tal preocupação se manifesta sob a forma de dúvidas, necessidade de ter certeza ou intolerância à incerteza, as quais, por sua vez, levam a pessoa a realizar verificações ou repetições como forma de ter certeza e aliviar-se da aflição.
Quando o sofrimento associado à dúvida é grande, alguns portadores do TOC simplesmente se esquivam de situações de responsabilidade. Preferem não sentir a necessidade de realizar verificações, evitando, por exemplo, sair por último do local do trabalho, não sendo, assim, responsáveis por desligar os equipamentos ou por fechar as portas.
Acredita-se que certas características pessoais, como um senso exagerado de responsabilidade e conseqüentemente medo de cometer falhas, dificuldade de conviver com incertezas, como comentamos, e um elevado nível de exigência (perfeccionismo) desempenham um papel importante no surgimento e na manutenção das obsessões de dúvida e da necessidade de executar verificações.
As verificações são geralmente precedidas por dúvidas e preocupações com falhas e se destinam a eliminá-las.
As verificações devem ser consideradas sintomas de TOC quando repetidas ou quando o indivíduo sente grande aflição caso seja impedido de executá-las. As situações mais críticas, nas quais o impulso de realizá-las é mais intenso são: a hora de sair de casa, antes de deitar, ao estacionar o carro e ao sair do trabalho.
As verificações mais comuns estão listadas a seguir:
• Portas e janelas antes de deitar ou ao sair de casa;
• Eletrodomésticos (ferro de passar, fogão, chapinha de alisar os cabelos, TV), gás, geladeira etc;
• Se as torneiras estão bem fechadas, seguido da necessidade de apertá-la (às vezes de forma demasiada, a ponto de quebrá-la) ou de passar a mão por baixo para se certificar de que não está saindo nenhuma gota de água;
• Acender e apagar novamente lâmpadas apagadas; ligar e desligar o celular ou a TV de novo, com receio de que não tenham ficado “bem” desligados;
• A bolsa ou a carteira, para certificar-se que não faltam documentos, chaves, etc.;
• Se atropelou ou não com o carro alguém que passava na calçada ou ao lado, seguida da necessidade de verificar no espelho retrovisor ou até mesmo de refazer o trajeto para certificar-se de que o fato não ocorreu;
• Se as portas e os vidros do carro ficaram bem fechados, testando cada uma delas mesmo vendo que os pinos de segurança estão abaixados.
É comum que, além de fazer verificações repetidas, os pacientes toquem com as mãos ou olhem demoradamente os objetos (botões do fogão, torneira do gás, portas da geladeira, lâmpadas). Esses comportamentos não deixam de ser formas sutis de verificação e de eliminação de dúvidas.
As compulsões associadas a dúvidas também podem ser mentais, como reler várias vezes um texto ou parágrafo e recitá-lo mentalmente para ver se foi memorizado corretamente, visualizar repetidamente uma mesma cena ou, ainda, repetir mentalmente uma conversa para garantir que nenhum detalhe tenha sido esquecido, revisar várias vezes um cheque assinado para que não contenha nenhum erro, revisar repetidamente listas para que nada seja esquecido, etc.
No seriado de televisão Monk, o protagonista é um ex-policial que tenta retomar a carreira solucionando os crimes mais misteriosos, enquanto tenta conviver com suas manias e obsessões. De forma divertida, Monk passa pelas mais absurdas aventuras para enfrentar seu medo excessivo de altura ou de se contaminar por germes. Ele sofre de Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC).
Mas, para pelo 2% da população mundial, o tema não é nada engraçado. Tanto que a Universidade de Brasília (UnB) abriu inscrições para o tratamento da doença, na última quarta-feira,e cerca de 50 pessoas se interessaram.
O TOC é o quarto transtorno psiquiátrico mais comum no mundo. Perde apenas para a depressão, a dependência química e as fobias. Famosos, como o cantor Roberto Carlos, já foram verdadeiros prisioneiros dos rituais que se obrigavam a realizar. O “Rei” chegou a ficar anos sem cantar a canção Quero que vá tudo para o inferno e até hoje não veste marrom.
Comer chocolate é sinal de ansiedade?
Ansiedade é comer chocolate?
Feliz daquele que se entope de chocolates e doces o dia todo. Infelismente ainda existem pessoas que quando falamos em ansiedade ou pânico acredita que nosso distúrbio esta relacionado em não conter a gula por chocolates e doces. A Gula ou o habito de comer sem parar, certamente esta relacionado à algum transtorno ou no meu ver, com uma ansiedade leve. Quando falamos em ansiedade, não nos referimos ao consumo exagerado de determinada substância e sim à sinais ou quais traduzimos como sintomas e eles geralmente são: dores no peito,falta de ar,dores de cabeça,enjôo,suor,palidez,fadiga,mau estar,tonturas,vontade de sair inesplicavelmente de algum ambiente etc...
Assim que; ansiedade não é só vontade de comer e comer. Hoje em dia infelismente, muitas pessoas padecem nesse calvário, umas em tratamento e outras, embora sofrendo se negam a reconhecer ou se reconhecem resistem em buscar ajuda. Talvez pelo fato de ser mal compreendidas ou acreditar que ser ansioso é loucura. De fato, nossos sintomas e a maneira que nos portamos quando temos uma crise é um pouco assustador e parece de loucos,portanto acredito que loucura é resistir em procurar ajuda e conviver com essas sensações. Se você já passou da fase que a sua ansiedade era apenas comer demais, procure ajuda.
A dose necessária para a ansiedade
De tantas crises de ansiedade que tive, em muitas delas levei a pensar que teria consumido drogas. Ou seja “Eu estava colocada” como alguns costuman dizer. Pode ser triste que pensem assim, mais como eu poderia não entender as pessoas se, muitas vezes os médicos me fizeram a mesma pergunta? O difícil era sempre ter que dar a mesma resposta; Não doctor, eu não uso drogas! E isso era que mais me chocava,pois se esse tipo de sensação é tão atribuído a pessoas que consumem intorpecentes porque eu, que algum dia apenas provei e já não consumo tenho que passar por isso?
Bem, se eu não consumia drogas para justificar aquela situação, passei a usar drogas para equilibrar aquelas reações. Sim, Drogas! Pois os medicamentos como ansiolíticos,anti depressivos etc... além de viciar, proporciona uma sensação relaxante sendo que além do mais,com o tempo perde seu efeito pois seu organismo se acostuma com tal substancia. Nunca reclamei em ter que tomar os meus medicamentos e não aconselho que tentem fugir deles, pois eles mesmo tendo todas essas coisas em seu contra eram os únicos capazes de proporcionar bem estar e controlar os meus temores. Conheci desde os calmantes naturais até uma tal injeção conhecida como sossega leão ou injeção tranqüilizante que até me fez cair no meio da rua, trás ter estado 48 horas sem conseguir dormir por estar ansiosa. Troquei meus medicamentos umas 3 vezes. Uns deram um resultado excelente e outros nem tanto. O problema era o medo de ficar sem meus docinhos, como eu cotumava brincar. Parece loucura, mas cheguei a me perguntar “ E se a industria farmacêutica deixar de fabricarem esses remédios?” É isso é que era vicio.
Ansiedade A primeira vez
Doença psicológica. Será? Que medo. Temida e mal compreendida os transtornos psicológicos são sempre confundidos com loucura ou com não estar bem da cabeça e ainda colocar à prova a palavra de uma pessoa. É ser considerado louco ou estar alcoolizado. No entanto a pessoa que tem suas primeiras experiências com um episódio de ansiedade ou qualquer tipo de transtorno, quando não demora em admiti-lo, demora em assumir-lo perante as demais pessoas. Talvez seja isso que tem feito com que a síndromes de ansiedade seja ainda um assunto tão desconhecido e incomodo.
Lembro-me da primeira vez que tive uma crise e não saberia dizer se o meu maior medo era de estar morrendo ou das pessoas perceberem que estava acontecendo comigo. Não sei dizer se o desejo de abandonar o local onde eu estava era por sentir me sufocada ou por vergonha. Realmente foi muito confuso, no entanto quando percebi aquele sentimento, passei a evitar freqüentar certos lugares e cheguei ao ponto de temer ir até a cafeteria tomar café como estava acostumada e se eu tentasse sair para me distrair como as pessoas me aconselhavam era pior, pois era quando as crises me pegavam e eu voltava pra casa ainda mais triste e com medo.
Quantas foram às coisas que passavam pela minha cabeça no inicio das crises a primeira vez que fui ao medico não foi porque eu havia marcado uma consulta e sim ao ambulatório de urgências. Naquele momento eu sentia dificuldade em respirar, aberto no peito e um formigamento nos pés e mãos. Pra mim, eu não duraria mais dez minutos e se não visse o medico há tempo... Acabou, pensei. Eu mal conseguia fazer a ficha na recepção. Andava de um lado pra outro, não conseguia estar parada, quieta. No meio de tanta inquietação fui atendida, comecei a chorar e na verdade não sei se foram minhas lagrimas ou a presença do medico ali, me dizendo que não era nada, que eu não estava morrendo que me tranqüilizaram e sem mais nem menos passou. Me senti uma idiota, pois há dez minutos estava desesperada e agora estou como se nada tivesse acontecido. Mas com o passar dos dias eis a descoberta: As crises de ansiedade duram entre 10 e 30 minutos, portanto o difícil é viver essa meia hora sem se desesperar.
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